As Intermitências

Martha Medeiros disse um dia "você é o que você traga, goza, lê". Eu li as intermitencias da morte, do Saramago.
Em determinado trecho, o espírito que paira sobre as águas do aquário do peixe vermelho diz ao aprendiz de filósofo:
_ (...) porque cada de um de vós tem a sua própria morte, transporta-a consigo num lugar secreto desde que nasceu, ela pertence-te, tu pertences-lhe (...)


E então, pela primeira vez, eu pensei... Como será que eu vou morrer? Será que vai doer? Vou ver aquele filme passando? Como será que vão lembrar de mim? 

Se eu me conhecesse sendo outra pessoa, saberia que deve ser terrível me amar. Os meus loops já me custaram muito e também custaram a quem me ama. 

Depois de ler e pensar sobre isso, vim parar aqui. Nesse blog iniciado quando eu tinha 16 anos. Eu vou voltar a registrar um pouco de mim aqui a partir de agora. Pra talvez, deixar algo de mim pros que me amaram.
Vou começar a contar pra vocês um pouco de como sinto.

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